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O boleiro (Alchornea glandulosa) é uma árvore da família Euphorbiaceae, também chamado de boleira, tamanqueiro, tanheiro, taneiro, tapiá, tapiá-guaçu, tapi-guaçu-branco, tapiá-mirim, caixeta, tapieiro e canela-raposa. Muito parecida com outras do mesmo gênero (Alchornea sp).
Espécie arbórea de 10-20 m de altura e tronco de 50-70 cm de diâmetro, revestido por casca acinzentada e provida de fissuras. Folhas simples, alternas espiraladas, de margem levemente denteada e nervuras saindo da base, onde se inserem 2-4 glândulas avermelhadas.
As flores, de pequena dimensão, agrupam-se em rácimos axilares solitares ou emparelhados, que atingem os 20 cm de comprimento. Os frutos, de cor verde, têm a forma de cápsulas arredondadas e carnosas que atingem cerca de 1 cm de comprimento. Quando amadurecem se abrem, expondo as sementes cobertas de de arilo vermelho.
Árvore de copa densa, produz boa sombra e é comum na Mata Atlântica, em capoeiras e capoeirões,principalmente em beira de rios e planícies aluviais. Como planta pioneira e rústica, não pode faltar em projetos de reflorestamento de áreas degradadas.
Floresce duas vezes por ano, durante os meses de maio/junho e outubro/novembro. já o amadurecimento dos frutos ocorre a partir de setembro/outubro, e dezembro/janeiro.
Através de sementes, colhidas diretamente da árvore e postas para secar. (ref. Lorenzi)
Sabiás, tiês e saís, entre outras.
Do Rio de Janeiro e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. É encontrado em floresta estacional semidecídua e na floresta pluvial da encosta atlântica.
(H. Lorenzi, Árvores Brasileiras, vol.1)